A importância do bom comportamento... dinâmico








Dodge Viper SRT10 vs BMW Z4 M Roadster por DocKeR47
Este é um trecho do DVD “The good, the bad and the Ugly” de Jeremy Clarkson, apresentador do programa TOP GEAR da BBC. Nesta ocasião são comparados dois esportivos com características que fariam qualquer pessoa apontar um deles em específico como superior em desempenho. Temos um Dodge Viper, com um V10, 8.3 de 510cv (com duas válvulas por cilindro) e um BMW Z4 M, com um seis cilindros em linha 3.2 de 343cv (com quatro válvulas por cilindro). O peso dos dois é bem próximo, com 1536 para o primeiro e 1485 para o segundo.

Com estes dados em mãos, é de se esperar que o esportivo de origem estadosunidense leve vantagem significativa em relação ao de origem alemã, certo? Errado. É, eu sei que o Viper é mais barato, cobrando menos por cada cavalo-vapor, que leva a aura dos Muscle Cars e tem um design que deixaria qualquer um de queixo caído. Mas observe como um carro de projeto superior em plataforma, suspensão e freios consegue empatar em uma pista, cheia de curvas, correndo contra um carro 167cv mais potente.

Compará-los no quarto de milha seria covardia, pois o Viper tem muito mais torque (72,5 m.kgf a 4.200 rpm) que o Z4 (37,2 m.kgf a 4.900 rpm). Observe que a aceleração do carro da Dodge de 0-96km/h (60mph) é bem melhor, e nas retas o Z4 é superado. Porém, desde quando arrancada é parâmetro para bom desempenho? Que me perdoe o pessoal que compete em arrancadas, mas um bom automóvel deve ser completo e não apenas ter força bruta para ir bem nas retas. No caso do Viper, a força bruta foi superada (eu sei que empatou, mas são 167cv de diferença, ora bolas!) pela técnica muito superior do Z4.

O Viper pode até ser um grande automóvel, um esportivo expressivo de nosso tempo e ser o carro mais barato do “clube dos 500cv”. Pensei até em chamar esta postagem de “Viper – muito barulho por nada”, mas é inegável que barulho este carro faz e acelera muito bem. Contudo, um esportivo deve ter mais que potência e torque elevados ao máximo, deve ter estabilidade e precisão de movimentos, coisas que os automóveis alemães já provaram há muito tempo que têm.
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Autor: Rodrigo Costa

Do ponto A ao ponto B, pensando na vida, no volante e tudo mais.

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