Test Drive: Vectra Elite 2.4 16v Aut.


vectra

Bem, este test drive já estava ficando velho quando me dei conta que ainda não o publiquei e o carro em questão já está para receber uma reestilização, de leve, diga-se (um assassinato a identidade Opel em prol da identidade Chevrolet). Bem vamos lá. O carro é o "Vectra" Elite, dotado de motor 2.4 16v (146/150cv) e câmbio automático de 4 marchas. Mesmo tendo sido derivado de um hatch, o Opel Astra, as linhas são muito equilibradas. O carro é bacana no design. O mesmo não posso dizer sobre o acabamento. Não que seja ruim. Mas pelo preço que se paga, poderia ser muitíssimo melhor. 


O modelo avaliado possuía bancos elétricos (opcionais ao lado de rodas aro 17 e teto solar), logo, não foi difícil achar uma boa posição de dirigir. Os comandos estão bem à mão, exceto pelas alavancas que ficam ao lado do volante. O jeito que estão encaixadas fazem com que seja difícil realizar uma tarefa que sempre fora intuitiva para qualquer motorista. Alô Opel! Cadê a "forma e função" dos carros alemães?

Ligo o motor e ele soa bem silencioso. O câmbio automático é de fácil manuseio e ao sair noto trocas suaves e feitas no momento certo. Para um motor como este, de bom torque em baixa rotação, 4 marchas já são mais que suficientes. Alías, parece muito com motores norte-americanos: baixa potência específica e muito torque e elasticidade. As vibrações que muitos reclamam, pela sua relação r/l inadequada, eu não senti. No meio do percurso, finalmente achei a tecla "sport" do câmbio, que no Vectra original ficava sobre a alavanca. Neste Astra promovido fica no painel (!). Com a tecla acionada o desempenho foi muito bom, mas longe de ser esportivo. Realmente é um sedan feito para ser confortável, apesar dos pneus 225/45 R17 que conferem excelente estabilidade. Faltou a suspensão traseira multibraço do Vectra Original, mas, mesmo assim, este vai bem.

Mesmo sendo derivado de um médio, o espaço para os 5 ocupantes é excelente (o entre-eixos foi aumentado 9cm em relação ao Astra). Mas depois de dirigi-lo em meio a tantos plásticos e com um motor que precisa urgentemente de um upgrade, posso dizer que este "Vectra" é um carro grande. Porém, não é um grande carro. 
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Autor: Rodrigo Costa

Do ponto A ao ponto B, pensando na vida, no volante e tudo mais.

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